
Hoje fiquei em casa com a cona entre pernas a ouvir
cantar o fado da desgraçadinha; todo o dia comi ameixas
verdes até me doerem os músculos da barriga;
vou agora à tua procura na rua mais escura de lisboa;
são tão meninas as putas desta rua onde comprei a casa
dos meus sonhos; uma gaja chamada cláudia com cara
de literata atirou-me agora à cara que eu ainda devo ser
uma boa foda; agarro-me à ideia do teu caralho como
me agarro à vida; há mais poder numa erecção que em toda
a minha poesia; não há dinheiro que pague o amor
das putas; a noite nunca será tão escura que apague o brilho
das estrelas; hoje fiquei em casa a ouvir cantar o fado
da desgraçadinha com a cona enfiada nas cuecas
e o cu apertado por causa das putas das ameixas.
Comi-o como se ele fosse uma fatia de bolo de chocolate
com a certeza de que seria também o dono do bolo e tinha
escolhido ser ele mesmo a fatia do meio; depois de o comer
com cereja e tudo, o que quer dizer que para além
de o engolir meti-lhe o dedo no cu, deitei-me ao seu lado
com um rio entre pernas a querer saltar as margens; fiquei
com a barriga tão cheia e ainda o fodi outra vez para
encher ainda mais a barriga; abençoado cabrão que me dá
a comer o que tem entre pernas e quando não sabe inventa
para me comer também o cú, a cona e as mamas.


